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2008 | Mar Branco | Mural |

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Portas do Mar - Ponta Delgada

Portas do Mar - Ponta Delgada

 

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Mar Branco

“(…) sobre aquele mar muito próximo, quase branco (…)”*

De acordo com referências espaciais de natureza física e arquitectónica, ao movimentarmo-nos num espaço, estamos a ser condicionados ao nível do comportamento. Esta questão leva-nos a procurar entender o conceito de parede enquanto superfície arquitectónica “viva”, sua relação com o espaço arquitectónico envolvente e implicações sensoriais junto do espectador.

 

Adaptando-se às características do espaço envolvente graças à sua natureza irregular e orgânica, a intervenção mural MAR BRANCO, garante um prolongamento lógico do espaço arquitectónico, balizando-o e reforçando-o, impondo uma nova relação de escala. A existência de vários níveis / sub-níveis e ângulos de visão a partir da mezanine e escadas de acesso, permite ao espectador dispor sobre a composição diferentes ângulos de visão, privilegiando uma multiplicidade de comportamentos visuais do trabalho, montando e desmontando sistemas de valores visuais e deste modo, promovendo uma extensão do próprio carácter do local e reforçando um entendimento do lugar.

Como acontece na lua, em que a luz solar é reflectida pela sua superfície e durante a lunação, a parte iluminada apresenta-se com vários aspectos, consoante as posições relativas do Sol e da Lua em relação à Terra, a superfície de MAR BRANCO reage do mesmo modo, reflectindo diferentes intensidades de luz, como um organismo vivo, dependendo unicamente das fontes de luz naturais ou artificiais existentes no local. Neste sentido, o branco surge como uma escolha natural para a superfície do trabalho não só pela sua neutralidade, capacidade acrescida em reflectir luz, sua vocação expressiva e leitura poética.

A privilegiar a visão, MAR BRANCO usa a luz como material pictórico exaltando os seus reflexos profundos que absorvendo essa mesma luz, a devolve transformada pela persistência do uso e do tempo. Coando a luz por camadas, a superfície promove uma relação tácita entre clareza e e obscuridade desenvolvendo um diálogo subtil entre sombras de leitura dinâmica e temporal. De forma idêntica, o visível é feito de barreiras com fragmentos de significados que se desmontam pela vontade de quem as quer ver, reinventando abordagens impregnadas de emoção e razão. >>catalog

Filipe Franco

* ln Gente Feliz com Lágrimas de João de Melo*

 

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Mar Branco - Alçado Poente


Mar Branco - Alçado Nascente

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Written by Filipe Franco

Junho 30, 2008 às 4:04 pm